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Áudios revelam conversas via aplicativo entre Bolsonaro e ex-ministro Bebianno

Áudios divulgados nesta terça-feira (19) pelo site da revista “Veja” revelam que o ex-ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Gustavo Bebianno, não mentiu ao dizer que conversou com o presidente Bolsonaro, quando este ainda se encontrava internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo.


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Os áudios mostram que, ao contrário do que foi afirmado pelo vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente Bolsonaro, houve, sim, conversas via WhatsApp, entre Bebianno e o presidente da República, ambos do PSL.

Os áudios revelados pela revista “Veja” mostram que Bolsonaro encaminhou três mensagens de áudio para Bebianno no dia 12 de fevereiro, mesma data em que o ex-ministro disse ter falado “três vezes” com o presidente, o que foi, na altura, desmentido por Carlos Bolsonaro. Desmentido corroborado pelo pai, o presidente Jair Bolsonaro.

“Ontem estive 24h do dia ao lado do meu pai e afirmo: “É uma mentira absoluta de Gustavo Bebbiano que ontem teria falado 3 vezes com Jair Bolsonaro para tratar do assunto citado pelo Globo e retransmitido pelo Antagonista.”, escreveu Carlos Bolsonaro.  Os áudios revelados pela revista Veja desmentem pai e filho.

A troca de mensagens entre Gustavo Bebianno e o presidente Jair Bolsonaro via WhatsApp prolongou-se ao longo da última semana. Em uma das mensagens, Jair Bolsonaro manifesta clara animosidade em relação à imprensa, em geral.

Bolsonaro revela também, numa das mensagens enviada a Bebianno, particular hostilidade em relação ao grupo de comunicação Globo, que qualifica como “inimigo”, determinando que um dos vice-presidentes da empresa, que teria audiência, conforme agendamento prévio,  com o então ministro Gustavo Bebianno,  não fosse recebido no Palácio do Planalto.

Após uma semana de crise, aberta depois da vinda a público de denúncias sobre supostos desvios de verbas públicas por dirigentes do PSL, durante a campanha eleitoral, o presidente da República exonerou, na última segunda-feira (18), aquele que foi nos últimos dois anos um dos seus mais próximos correlegionários na estratégia de conquista eleitoral do Palácio do Planalto.

A crise agravou se em resultado da intervenção do vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro, um dos filhos do presidente,  conhecido pelo uso constante das redes sociais para comentar a atividade do pai e do governo. Carlos Bolsonaro acusou Bebianno de ter mentido ao declarar a jornalistas que tinha mantido contato telefônico com o presidente da República.

Ao longo da última semana, aliados políticos e generais integrantes do governo procuraram persuadir Bolsonaro a manter Bebianno na equipe, mas, na manhã de segunda-feira (18), a generalidade dos interlocutores mais próximos do presidente da República já consideravam insustentável a situação do ex-ministro da Secretaria Geral.

A saída de Bebianno, em choque com Bolsonaro, poderá ter consequências negativas para a viabilização no Congresso dos dois principais projetos do governo, designadamente a reforma da Previdência e o pacote de legislação contra o crime organizado preparado pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro.

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Escrito por: Portugal Digital

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