Terça, 21 de Outubro, 2014

Portugal está a perder população há três anos consecutivos

Em 2012 o país viu a população residente encolher em 55 mil pessoas, resultado de um decréscimo nos nascimentos, de um aumento da mortalidade e de uma quebra do saldo migratório.
Crise em Portugal tem aumentado os protestos, mas tem também efeitos negativos no plano demográfico.

Lisboa - Portugal fechou 2012 com uma população residente de 10,49 milhões de pessoas, menos 55 mil do que no final do ano anterior. Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), a população portuguesa está no nível mais baixo dos últimos seis anos. E há três anos consecutivos que a população diminui.

A trajectória descendente da população portuguesa começou em 2010, com uma redução residual, passando dos 10.573.479 habitantes de 2009 para 10.572.721 habitantes em 2010. Mas em 2011 a perda de população foi mais acentuada, com cerca de 30 mil indivíduos a menos, para um total de 10,54 milhões de habitantes. Em 2012 a tendência negativa acentuou-se, fechando o ano com 10.487.289 habitantes em Portugal.

No ano passado, informou o INE, houve menos natalidade e mais mortalidade. O número de nados-vivos desceu de 96.856 em 2011 para 89.841 em 2012. O número de óbitos passou de 102.848 em 2011 para 107.612 em 2012. Ou seja: em Portugal está a morrer mais gente do que a nascer, tendo o problema agravado no ano passado.

Simultaneamente, informou o INE, "manteve-se a tendência de envelhecimento demográfico, resultante da redução do peso relativo da população jovem (de 14,9% em 2011 para 14,8% em 2012) e da população em idade activa (de 66% em 2011 para 65,8% em 2012), e ainda do aumento da proporção de pessoas idosas (de 19,0% em 2011 para 19,4% em 2012)". Este comportamento, diz o INE, reflecte a descida continuada da natalidade, o aumento da longevidade e, mais recentemente, o crescimento dos fluxos emigratórios.

Segundo a mesma fonte, em 2012 o saldo migratório voltou a ser negativo, e ainda mais negativo do que em 2011. O último ano em que Portugal teve um saldo positivo, isto é, uma imigração mais elevada do que a emigração, foi 2010.

"Em 2012, o número de emigrantes permanentes (51.958) ultrapassou novamente o de imigrantes permanentes (14.606), resultando num saldo migratório negativo (-37.352), mais acentuado do que o estimado para 2011 (-24.331)", descreve o INE.

As estatísticas do INE são reveladoras da crise vivida em Portugal: a taxa de nupcialidade atingiu o valor mínimo, com apenas 3,3 casamentos por cada mil habitantes (longe dos 4,4 por mil do ano 2007). E os divórcios estarão também a registar uma queda das separações dos casais: o número de divórcios caiu em 2012 pelo segundo ano seguido, para o que poderá estar a contribuir o custo económico associado ao acto de divórcio.


Comentários (2)
2 paula carvalho silva
09/05/2014 09:59
eu nao entendi nada sobre portugal pq eu nao sou desse pais estranho e eu so brasileira
1 eueu
19/03/2014 19:31
Acho obvio que as pessoas não queiram ter filhos, é mais que natural não querer, perante o ordinário e nojento mercado de trabalho existente vão andar a fazer o quê? A comer migalhinhas de pão, e sem poder dar qualidade de vida e educação a crianças? Claro que não querem ter filhos!É mais que legitimo não querer, com um país neste estado, com gente a "estagiar" por 200 euros e outro num precário a 500 euros, que palerma é que vai querer filhos? Não tem e não vão ter!

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