Quarta, 22 de Outubro, 2014

Milhares de camponeses fazem manifestação pela reforma agrária frente ao Palácio do Planalto

Um grupo de camponeses conseguiu entregar uma carta com reivindicações no Planalto, endereçada ao ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, responsável pela articulação do governo com os movimentos sociais.
ABr

Brasília - A manifestação de trabalhadores do campo provocou tumulto em frente ao Palácio do Planalto. Os manifestantes derrubaram a grade de ferro usada para conter multidões na Praça dos Três Poderes. Para controlar a situação, a Polícia Militar (PM) chegou a usar spray de pimenta para dispersar os manifestantes.

Após a confusão, um grupo de camponeses conseguiu entregar uma carta com reivindicações no Planalto, endereçada ao ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, responsável pela articulação do governo com os movimentos sociais.

Quatro carros e um ônibus da Tropa de Choque da PM reforçam a segurança nos acessos ao Palácio do Planalto. Os manifestantes concentraram-se depois em frente ao Congresso Nacional. Foram colocadas cruzes brancas no gramado simbolizando as mortes decorrentes dos conflitos no campo.

Na marcha, os camponeses pedem agilidade na reforma agrária e melhores condições de trabalho. "Queremos colocar para os Três Poderes que eles precisam compreender a importância da reforma agrária para o desenvolvimento econômico e social do Brasil. Este tema tem que estar na centralidade da pauta", disse William Clementino, secretário de política agrária da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag).

A Polícia Militar estima que 1,5 mil a 3 mil pessoas participam do protesto. A estimativa da organização do evento é 10 mil. Devido ao protesto, o trânsito ficou congestionado nas proximidades do Planalto e do Congresso Nacional nas primeiras horas da manhã.

Desde o dia 20, os trabalhadores estão reunidos no Parque da Cidade. Participam do evento representantes de povos indígenas, comunidades tradicionais, assentados da reforma agrária, agricultores familiares extrativistas, povos da floresta, pescadores artesanais, quilombolas e ainda trabalhadores assalariados.

Para os líderes do movimento, os focos da manifestação se baseiam no debate sobre a unidade nos movimentos agrários em torno da agenda comum na luta pela terra, a busca por alternativas contra as ameaças de destruição social, cultural e física dos camponeses e a celebração do cinquentenário do 1º Congresso Camponês, de caráter nacional, ocorrido em Belo Horizonte (Minas Gerais), em 1961.


Comentários (2)
2 Moacir Chiquitelli Júnior
23/08/2012 00:00
Gostaria de fazer um adendo a esta notícia, que apesar de séria está incompleta.

Além dos "camponeses" grande maioria do movimento MST (Movimento dos Sem Terra) houve um incremento de algumas das 30 categorias de servidores federais que estão em greve pois o governo brasileiro, do PT (Partido dos Trabalhadores) está achatando os salários, desmotivando os servidores além de impor condições extremamente adversas ao desenvolvimento de suas atividades.

Um exemplo é dos professores das Universidades Federais que estão em greve a mais de oitenta dias entre suas revindicações estão pontos que vão muito além de simples reajustes salariais e os meios de comunicação falam muito pouco sobre o assunto e o pouco que dizem as pessoas tem a nítida impressão que foi escrito pela assessoria de impressa governamental, pois aqui os canais de rádio e tvs são concessão e a verba do governo federal para publicidade é enorme, tornando-o o principal anunciante desses veículos.

Além disso muito tem se falado na copa de 2014 e nos jogos olímpicos de 2016 no Brasil, saibam que aqui morrem pessoas de todas as idades esperando atendimento em filas de hospitais e prontos-socorros pelo país inteiro.

Vejam esse texto https://www.facebook.com/photo.php?fbid=3155848555561&set=a.1862165494293.74278.1845639741&type=1&theater ele dá um rápido panorama sobre a nossa situação, vivemos um desesperador momento de boas aparências e realidade decadente.

Nosso sistema educacional virou uma piada de muito mal gosto com a desvalorização dos professores e com a aprovação continuada onde pasmem, o aluno progride sem se importar em conquistar suas metas. Estragaram o ensino básico no país e para remendar deram a conta para a sociedade pagar com a inclusão de cotas nas universidades públicas, tirando assim vagas de quem se esforçou a vida inteira para ser merecedor de vaga em uma boa universidade. Entendo o sentido delas, mas no meu ponto de vista seria uma solução muito melhor o governo investir em qualidade da educação do que em um sistema artificial como esse.

No Brasil o cidadão paga 40% de sua renda em impostos merece atendimento público da melhor qualidade em todos os níveis, mas como aqui o que impera é a corrupção e o descaminho de recursos estamos a cada dia mais próximos de um desastre pois, os 5,8% de desemprego e o desenvolvimento econômico relatados nesta reportagem estão sendo atingidos com uma política de crédito caro e de longo prazo para os consumidores, nós não temos trabalhadores qualificados para as vagas de emprego, VERGONHA!

É excelente saber que há pessoas e meios de comunicações no exterior olhando para o meu país, mas é bom que vocês olhem de mais perto para verem a nossa realidade e não apenas a maquiagem vendida ao mundo.
1 maycon
22/08/2012 13:49
Por tras destes manifestantes estao as centrais sindicais que querem a absolvicao dos politicos envolvidos no mensalao. O maior escandalo de nossa republica, onde os Partido dos Trabalhadores e Lula, estavam comprando votos e apoio dos congressistas. Pena que nao tenha sido imposta nenhuma acusacao contra o Lula, mas seus capangas foram pegos com provas irrefutaveis na participacao deste esquema.

Adicionar comentário

Seu apelido/nome:
seu email:
Comentário: