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10/06/2008 - 13:04

CCR estuda entrada de parceiro internacional no Rodoanel

Presidente da companhia brasileira, participada da Brisa, revelou que há dois interessados em entrar no capital da Concessionária do Rodoanel Oeste.

Jorge Horta

Trecho Oeste tem 29 quilômetros e dará receita total de R$ 14,3 bilhões.

São Paulo - A CCR - Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR), participada brasileira da Brisa, está estudando a possibilidade de entrada de um parceiro internacional no consórcio que irá explorar o trecho Oeste do Rodoanel, no Estado de São Paulo. A CCR assinou no passado dia 2 o contrato para esta concessão, por meio da Concessionária do Rodoanel Oeste, onde a CCR assume participação de 95% e a Encalso os restantes 5%.

O presidente da CCR, Renato Vale, revelou hoje em conferência para analistas financeiros que a companhia já tem interessados na nova concessão. "Depois do fechamento da proposta avaliámos o que podíamos acrescentar de valor aos nossos accionistas. Essa possibilidade existe e temos dois interessados [em entrar na Concessionária do Rodoanel Oeste]", explicou Renato Vale na teleconferência. O presidente da CCR disse que a companhia está trabalhando com duas consultoras para estudar nos próximos meses qual a melhor solução na venda de capital da nova concessionária.

Na apresentação que a participada da Brisa fez aos analistas do mercado financeiro Renato Vale e o diretor de relações com investidores, Arthur Piotto Filho, deram detalhes sobre como será estruturada a nova operação da CCR, que terá cerca de 29 quilômetros de extensão.

A CCR recorrerá a um empréstimo-ponte de curto prazo, que terá um valor de R$ 650 milhões e um prazo de 180 dias (seis meses). Depois a companhia fará um financiamento de longo prazo, com o valor aproximado de US$ 950 milhões. A proposta com a qual a CCR ganhou o trecho Oeste do Rodoanel implica o pagamento de R$ 2 bilhões (10% no ato da concessão e 24 parcelas de R$ 75 milhões) e de uma outorga variável de 3% da receita bruta.

Na conferência com analistas, Arthur Piotto Filho indicou que a dívida será tomada pela concessionária e não pela CCR, pelo que à partida a política de distribuição de dividendos da CCR não será afetada. Arthur Piotto Filho garantiu que o financiamento de longo prazo estará concluído até ao final do ano. Nos próximos seis meses a CCR trabalhará, portanto, para encontrar os bancos que farão o empréstimo.

Neste financiamento maior a CCR pretende estabelecer um contrato de sete anos, prorrogável por mais oito. A companhia quer também que o empréstimo de longo prazo não tenha nenhuma amortização a vencer nos três ou quatro anos iniciais.

O trecho Oeste do Rodoanel terá o tráfego 100% pedagiado, com 13 praças de pedágio. A tarifa ofertada é de R$ 1,1684. O investimento inicial da CCR no pavimento, drenagem, sinalização, iluminação, segurança e praças de pedágio é de R$ 49 milhões.

A CCR, que é participada a 17,9% pela Brisa, prevê que a Concessionária do Rodoanel Oeste obtenha uma receita bruta de R$ 14,3 bilhões, receita líquida de R$ 13 bilhões e uma margem de EBITDA de 85% na média dos 30 anos da concessão. A nova operação deverá começar a gerar caixa em novembro.

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