Empresa portuguesa de pasta e papel ainda não descartou a América Latina, onde Brasil e Uruguai são hipóteses de investimento, apesar dos incentivos de Moçambique.
Da Redação
Lisboa - A Portucel, empresa portuguesa de pasta e papel que já ponderou investir numa fábrica no Brasil, no Mato Grosso do Sul, mantém a América Latina debaixo de olho para futuros investimentos. "O grupo prossegue igualmente o processo de análise das possibilidades de expansão internacional na América Latina e África", indica a Portucel no relatório de 2009, ontem divulgado.
A Portucel lembra que estas possibilidades "implicam investimentos muito exigentes, tanto do ponto de vista financeiro como técnico, que requerem um conjunto vasto e complexo de condições que garantam a sua exequibilidade". Mas não dá indicações concretas sobre o Brasil ou o Uruguai, mercados para os quais já foi aliciada (pelas autoridades locais) a investir.
Porém, África poderá estar à frente nas preferências do grupo. O Governo de Moçambique já aprovou a cedência de terrenos para eventuais investimentos da Portucel e isso é destacado pela companhia portuguesa.
"É de realçar que o Conselho de Ministros de Moçambique aprovou uma Resolução que inclui uma autorização provisória à Portucel do direito de uso e aproveitamento de terra, relativo a uma área de 173.327 hectares na Província da Zambézia, destinada à silvicultura, assim como um conjunto de benefícios associados a eventuais investimentos industriais que a Portucel venha a decidir desenvolver em Moçambique", refere a Portucel.
Em 2009 a empresa portuguesa investiu um total de 421,5 milhões de euros, dos quais 70% numa nova fábrica de papel em Setúbal e 25% em aproveitamentos energéticos.
A decisão de avançar com uma unidade industrial no exterior, seja na América Latina ou em África, obrigaria a Portucel a um investimento superior a mil milhões de euros.