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06/11/2008 - 12:00

Lucros da EDP aumentam 41,3 %

O grupo protuguês quer aumentar o EBITDA em 12% ao ano até 2012

Da Redação

Lisboa - A Energias de Portugal, controladora da EDP-Energias do Brasil, registou um aumento dos lucros de 41,3%, nos primeiros nove meses do ano, totalizando os 940,1 milhões de euros e prevê um crescimento médio anual de 10 % nos lucros até 2012, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (6), em Lisboa.

O negócio de energia eólica pesará quase um terço na geração de “cash flow” operacional da eléctrica e 35% do total será oriundo de fora da Península Ibérica.

Entre 2007 e 2010 as previsões da companhia passam por aumentar o EBITDA em 13% ao ano. No período mais longo, entre 2007 e 2012, o objectivo passa por subir o EBITDA em 12% ao ano. No ano passado, a EDP atingiu um EBITDA de 2,628 mil milhões de euros.

A EDP salienta que o crescimento do EBITDA será “sustentado por crescimento orgânico e activos existentes”.

O negócio contratado e regulado vai ganhar peso no negócio da EDP, pois representava 69% do EBITDA nos primeiros nove meses do ano, e, de acordo com as projecções da eléctrica, passará para 72% em 2012.

Por geografias, Portugal vai ver o peso no EBITDA baixar dos actuais 53% para 42%. Espanha manterá os 23% e Brasil baixará de 19% para 17%. O peso do negócio nos EUA, devido à aquisição da Horizon, vai triplicar de 4 para 12%.

No conjunto, os negócios fora da Península Ibérica pesavam apenas 20% no EBITDA em 2005 e passarão a pesar 35% em 2012.

Por área de negócio, as eólicas pesarão 32% no EBITDA em 2012, contra 26% actuais.

Quanto aos lucros, as previsões da EDP apontam para um crescimento médio anual de 10% no resultado líquido ajustado.

Lucros aumentaram 41,3%

A Energias anunciou nesta quinta-feira um aumento dos lucros de 41,3% , nos primeiros nove meses do ano, totalizando os 940,1 milhões de euros, um número que superou as estimativas dos analistas.

A impulsionar os resultados esteve a oferta pública inicial de venda da unidade de Renováveis que contribuiu com mais de 400 milhões de euros para os resultados da empresa.

O resultado líquido do grupo cresceu para os 940,1 milhões de euros, o que compara com os 665,2 milhões obtidos em igual período do ano passado.

No comunicado enviado para a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a empresa informa que o lucro foi “impulsionado por diversos ganhos de capital no valor de 482 milhões de euros”, um valor que inclui os 405 milhões de euros “decorrentes da diluição da posição da EDP na EDP Renováveis resultante do IPO”.

O relatório mostra também que os resultados foram afectados por alterações de enquadramento regulatório e pela operação de permuta de activos da Enersul.

Excluindo os itens extraordinários, os lucros da EDP teriam crescido 7% para os 714 milhões de euros.

As receitas da companhia aumentaram em 19% para os 10,26 mil milhões (10,26 bilhões) de euros, uma evolução fomentada pelo crescimento observado nas vendas de electricidade e de “outras vendas”. Os segmentos de gás e de prestação de serviços registaram quebras nos proveitos. A margem bruta da EDP aumentou em 7,2% para os 3,68 mil milhões de euros.

O EBITDA cresceu 15,7% para os 2,37 mil milhões de euros e o EBIT avançou 14,8% para os 1,46 mil milhões de euros.

Corte de custos

De acordo com o documento, a Energias de Portugal espera gerar poupanças de 160 milhões de euros até 2012, através de redução de custos com pessoal e fornecimentos e serviços externos (FSE).

O novo programa de redução de custos tem como meta atingir poupanças de 160 milhões de euros entre 2008 e 2012.

Segundo a empresa, parte deste objectivo foi já conseguido este ano, com as poupanças a atingirem 42 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, o que representa 26% do total. Destes 42 milhões de euros, 31 milhões foram obtidos na Península Ibérica e 11 milhões de euros no Brasil.

Segundo a EDP, a redução será “baseada em acordos de reforma” e também na melhoria do “nível de eficiência por empregado”. A empresa pretende também poupar em novas plataformas de tecnologia, serviços comerciais integrados e novas soluções de gestão. As informações são do Negócios Online.

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