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Portugal Digital - Brasil/Portugal Portugal Digital - Brasil/Portugal
22/09/2008 - 07:00

Empresa brasileira de software vai investir em Portugal

A Alterdata Software tem certeza de que tem qualidade e produto para competir no mercado luso e europeu.

Daise Lisboa

Sede da empresa em Teresópolis (RJ).

Brasília - A Alterdata, empresa que desenvolve soluções e serviços por meio de softwares, foi incluída entre as 200 maiores empresas de tecnologia do Brasil pela revista Info Exame. Antes mesmo de saber que alcançaria esta posição, a Alterdata foi mais longe e apostou na internacionalização, começando por Angola. O próximo passo é Portugal.

O diretor executivo da Alterdata Software, Ladmir Carvalho, disse ao Portugal Digital que a empresa está com uma operação em Angola muito semelhante às demais representações e filiais da empresa no Brasil. "Possuímos técnicos angolanos treinados no Brasil para atender as demandas de suporte e implantação de sistema de gestão para o comércio varejista e atacadista. A empresa tem como intenção atuar com sistemas de ERP/CRM no país africano para empresas que tenham a necessidade de automatizar os processos de gestão", ressaltou.

Depois de Angola, a Alterdata vai dar mais um passo ousado no exterior e abrirá uma base na Europa. "Em Portugal a penetração será da mesma forma: a Alterdata pretende atuar com o ERP Gestão Corporativa, com a Automação Comercial para o varejo, com o Ponto Eletrônico e com o sistema de Administração de Imóveis. Estamos fazendo pesquisa no país há um ano, e já estamos com todos os elementos para estarmos abertos até o final do ano. Além disso, estamos fazendo visitas a eventos europeus de tecnologia para conhecer os concorrentes há pelo menos quatro anos e, com certeza, nosso produto tem qualidade para competir em Portugal", afirma o diretor.

Na opinião do empresário, o mercado português abrirá as portas da Europa para a empresa, porque acredita que seus produtos serão bem aceitos e darão uma expertise para atuar na Espanha e demais países. "Softwares de gestão todos precisam. Os valores pagos pelo mercado português serão mais substanciais, fazendo com que a empresa tenha uma margem de lucro mais expressiva do que as praticadas no Brasil, o que será muito bom para o crescimento da nossa estrutura", destaca.

A abertura da base em Portugal está prevista para o final do ano, pois ainda serão necessárias muitas horas de treinamentos para os novos funcionários de Lisboa. Ladmir Carvalho explica que os dois países – Angola e Portugal - foram escolhidos não só pelo mercado mas, especialmente, em função da língua portuguesa. Mas os avanços da Alterdata devem ir mais longe. A empresa trabalha na adaptação de seus sistemas para o espanhol, de "olho" no Mercosul e na Espanha. Antes disso, espera crescer 18% ainda este ano, atingindo a receita de R$ 32 milhões.

Preparação em Angola

Segundo o diretor, a empresa teve de preparar uma equipe que parte é formada por brasileiros e parte por angolanos. "A Alterdata tem certeza de que gerará muitos empregos em Angola, pois o mercado local está recebendo muito bem os softwares que produzimos, o que demandará técnicos de implantação, suporte e vendas", avaliou.

A Alterdata não acredita no modelo de deixar a base agir sozinha. Seu diretor defende que a matriz no Rio de Janeiro deve monitorar todos os passos das representações e, para isso, usa um software de CRM que administra tudo o que está acontecendo em território angolano, ou seja, quantas visitas os técnicos estão fazendo, quantas propostas foram apresentadas, o tipo de atendimentos feitos no dia a dia da empresa, quais clientes estão mais felizes e quais estão insatisfeitos. “A Alterdata quer que os novos clientes por lá sejam atendidos exatamente iguais aos clientes no Brasil", garante Ladmir Carvalho.

O desempenho da empresa em Angola está no início. "A empresa está começando a trabalhar em Angola, ainda está engatinhando, tem algumas lojas utilizando o sistema de automação comercial, e está começando a ter uma equipe de vendas para prospectar mais solidamente. A preocupação inicial era em ter uma equipe sólida de atendimento, para que no momento que as vendas começassem a acontecer se conseguiria ter atendimento de qualidade. Vendemos no Brasil quase mil softwares por mês, e queremos que Angola represente 4% desta quantidade até meados do ano que vem", prevê o Ladmir.

De acordo com o diretor executivo, com esses planos e muitos mais, a Alterdata pretende que este ano a base de Angola tenha um faturamento de US$ 100 mil, pois tem certeza de que o crescimento forte acontecerá mesmo no próximo ano.

1 Comentário

Lisiane Motta comentou:
Tenho um bom conhecimento do Mercado Português em sistemas operacionais, acho que este caminho adotado pela vossa empresa indo directamente ao mercado de Angola é muito mais viável, pois Portugal esta novamente investindo em Africa e muitos portugues voltando para Angola.
Comentário publicado dia 23/09/2008 às 16:03

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