Alphaville, Associação Portuguesa dos Desportos e o centro da cidade de São Paulo receberão novas unidades até ao final do ano. A agência de Santos mudará de local.
Jorge Horta
Horácio Roque prossegue expansão do Banif no Brasil.
Lisboa - O Banif já definiu a localização das próximas agências bancárias que abrirá em São Paulo, até ao fim do ano. Alphaville, Associação Portuguesa dos Desportos e o centro da cidade de São Paulo receberão novas unidades do banco português, que também pretende relocalizar a sua agência em Santos.
Depois de no início de agosto o Banif ter indicado no comunicado de resultados do primeiro semestre a intenção de reforçar a presença no Brasil com três novas agências, o banco liderado por Horácio Roque revelou agora, no relatório consolidado dos primeiros seis meses do ano, onde irá expandir a sua rede comercial em concreto.
"No segundo semestre, deverá ser inaugurada a segunda agência de Alphaville, com grande visibilidade em região de alto poder aquisitivo", informou o Banif. O banco já está presente na região, através da primeira agência de Alphaville, a qual "já desenvolveu importantes negócios, conquistando clientes de relevo, em operações que irão assegurar relacionamentos de longo prazo em operações estruturadas e bem garantidas", segundo explicou o Banif.
"Com a segunda agência de Alphaville, pretende-se expandir significativamente a actividade com clientes particulares, desenvolvendo também uma importante actividade de 'private banking'", revelou ainda a instituição financeira portuguesa.
Também para o segundo semestre de 2008, estão previstas a abertura da agência na Associação Portuguesa de Desportos, clube com grande penetração na comunidade Portuguesa e de seus descendentes, e da agência Centro de São Paulo, fisicamente muito próxima das instalações da Financeira Banif.
As mudanças na rede comercial do Banif no Brasil, que terminou o primeiro semestre com 11 unidades, não ficam por aqui. "Está prevista, até ao final de 2008, a mudança da agência Santos para uma melhor localização, tendo um cuidado especial na sua escolha, de modo a transmitir uma imagem de alto padrão", detalhou o Banif. A mudança tem o propósito de permitir o crescimento dos negócios nesta cidade, que abriga o principal porto do país e onde existe uma grande comunidade de luso-descendentes. "A agência de Santos tem-se revelado um sucesso e tem permitido uma penetração importante do Banif Brasil na cidade de Santos e noutras regiões", avalia o Banif.
No que se refere à estratégia de desenvolvimento no Norte do Brasil, onde se tem verificado importante investimento estrangeiro, principalmente de origem portuguesa, na área de hotelaria e serviços, o Banif Brasil já conta com um representante residente em Recife (Pernambuco), o qual cobre o Nordeste brasileiro, inclusive Fortaleza (Ceará), e a equipa está em crescimento, com a contratação de novos gerentes na região, adiantou o banco português.
Operações de crédito comercial cresceram 15%
Sobre o desempenho da sua unidade brasileira no primeiro semestre, o Banif explicou que manteve "uma política conservadora na concessão do crédito, privilegiando os clientes existentes com excelente histórico". O crédito comercial atingiu, em 30 de Junho de 2008, o montante de R$ 669 milhões, crescendo 15% no período, quando comparado com os R$ 572 milhões em junho de 2007.
"De entre as operações que se provaram extremamente positivas, estão as operações de crédito consignado em que o pagamento é assegurado através de débito no contra-cheque de funcionários públicos. O crédito consignado ascendia a R$ 128 milhões em 30 de junho de 2008 e o objectivo é ampliar esta linha de negócio por forma a incluir operações com trabalhadores do sector privado", informou o Banif.
Outra linha de negócio importante para o Banif Brasil é a actividade de financiamento ao comércio externo, tendo essas operações alcançado o montante de R$ 124 milhões e apresentado um crescimento de 13 % face a junho de 2007. Para o banco luso, "o financiamento ao comércio externo é importante pois promove a relação com empresas de maior dimensão e qualidade, com capacidade de exportação, permitindo abrir, com tais empresas, outras formas de relacionamento".
Os depósitos de clientes ascenderam a R$ 467 milhões e os depósitos interbancários a R$ 156 milhões, à data de 30 de junho de 2008. "Apesar da turbulência que afectou os mercados americano e europeu, no 1.º semestre de 2008, em função da chamada crise do subprime, o mercado brasileiro não se ressentiu", comenta o banco.
No final do primeiro semestre de 2008, o Banif Brasil apresentava-se como o 16º banco com maior volume cambial do pais, superando os US$ 3 mil milhões de volume de operações por mês.
O programa de investimentos, com a criação da Financeira Banif e com a expansão da rede de agências, a necessidade de equipar o banco de sistemas aplicacionais, de mecanismos de controlo e de uma "equipa competente e altamente profissional" (o que levou a um alargamento da área comercial e ao aumento do número de empregados em 30%, para 274) levou a um aumento significativo dos custos operacionais. "Este facto, a par da intensificação da concorrência, que provocou uma redução dos 'spreads', fez com que o resultado líquido do Banif Brasil se situasse em R$ 3,9 milhões, 27% menos que o obtido no período homólogo do ano anterior", diz ainda o banco português.