Brasília assiste a uma crescente demanda imobilíária e a Unesco tem feitos sucessivas cobranças para que o patrimônio seja preservado.
Da Redação, com agência
Brasília - O governo brasileiro decidiu estabelecer uma zona de proteção em volta da área tombada de sua capital, Brasília. A proposta, a ser viabilizada por meio do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), é publicar uma portaria, até o final do ano, estabelecendo alturas máximas para a construção de prédios nas bordas do Plano Piloto.
O objetivo é evitar que a linha do horizonte deixe de ser livre. Brasília assiste a uma crescente demanda imobilíária e a Unesco tem feitos sucessivas cobranças para que o patrimônio seja preservado. A iniciativa não altera o tamanho da área tombada, mas cria regras para a região que influencia a paisagem.
Na área tombada, há delimitação do gabarito (altura máxima) dos prédios --três ou seis andares na área residencial e edifícios mais altos na região central, desde que não superem 65 metros. Na área adjacente à tombada, no entanto, não há regras específicas, informa a Folha Online.
Um caso emblemático do descontrole atual, segundo o Iphan, é a cidade-satélite de Águas Claras, onde os prédios chegam a 32 andares. Segundo o Secovi-DF (sindicato da construção civil), a região é o maior canteiro de obras hoje no país.