Quarta, 22 de Outubro, 2014

Conversações entre governo moçambicano e Renamo são adiadas

As negociações entre o Governo e a Renamo, o maior partido da oposição em Moçambique, que inicialmente haviam sido agendadas para hoje, em Maputo, foram adiadas e poderão ter lugar a 29 de Abril.

Maputo - As negociações entre o Governo e a Renamo, o maior partido da oposição em Moçambique, que inicialmente haviam sido agendadas para segunda-feira (22), em Maputo, foram adiadas e poderão ter lugar a 29 de Abril.

Citado na edição de hoje do jornal electrónico "mediaFax", o porta-voz da Renamo, Fernando Mazanga, explicou que a data de 22 de Abril, inicialmente indicada e divulgada pelo Gabinete de Informação (GABINFO), era simplesmente uma proposta do governo moçambicano à Renamo e "não necessariamente" uma data definitiva.

"Informamos ao governo moçambicano que esta segunda-feira não estaríamos disponíveis por causa de outras agendas que já estavam marcadas", disse Mazanga.

O local das negociações foi outro aspecto que também ditou o adiamento das negociações, pois a Renamo entende que "não há condições para haver negociações sérias num hotel".

Refira-se que o Governo propôs o Hotel Indy Village como local para a realização do evento.

Contudo, a Renamo recusa a proposta, pois acredita que existem vários outros locais que podem acolher o encontro, dando ao mesmo um cunho de maior seriedade, tendo em conta o tipo de assuntos que no mesmo devem ser debatidos.

"É preciso dar um carácter de Estado ao diálogo e isso não se faz numa mesa de restaurante" , disse Mazanga, citado pelo "mediaFax".

Assim, segundo Mazanga, as negociações poderão ter lugar nas instalações do Ministério da Agricultura.

Estas negociações seguem-se ao fracasso de Dezembro, quando o governo e a Renamo não conseguiram alcançar um consenso em relação aos principais pontos de discórdia, particularmente os processos eleitorais no país.

A composição da Comissão Nacional de Eleições (CNE) continua a ser um dos pontos constantes da pauta reivindicativa colocada na mesa do diálogo pela Renamo.

O partido de Dhlakama afirma que caso não seja acolhida a proposta de paridade na composição e formas de designação de membros da CNE, não participará nas próximas eleições, muito menos permitirá que o povo moçambicano exerça o seu direito cívico.

Estas negociações também surgem na sequência de um ataque perpetrado por homens armados da Renamo, na 4 do mês corrente, ao Posto da Polícia em Muxúnguè, numa acção que resultou na morte de quatro agentes da Polícia afectos à unidade da Força de Intervenção Rápida (FIR), um ex-guerrilheiro da Renamo, e mais de 10 feridos.

Depois da ofensiva de Muxúnguè, outros ataques aconteceram, dois dias mais tarde, tendo sido alvejadas três viaturas ao longo da Estrada Nacional Número Um (EN1), que resultou na morte de três pessoas.

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