Sexta, 28 de Novembro, 2014

"Virgem Margarida" é o mais recente filme do cineasta brasileiro Licínio de Azevedo radicado em Moçambique

O último filme de Licínio de Azevedo, cineasta brasileiro radicado em Maputo desde os primórdios da independência, "não é um filme político, mas um filme sobre um drama humano".

Paris - "Virgem Margarida", do cineasta brasileiro Licínio de Azevedo, radicado em Moçambique, tem como enredo a história real de uma camponesa virgem moçambicana, internada à força num campo de reeducação para prostitutas.

Na época, no período pós-independência, o governo do presidente Samora Machel enviou milhares de moçambicanos para campos de reeducação, com o objectivo de construir o "homem novo". A política de reeducação não excluía militantes da Frelimo, o partido saído da luta armada de libertação nacional contra o colonialismo português e que assumiu o poder.

Em entrevista à rádio francesa RFI, o cineasta diz não se tratar de um "filme político", mas "um filme sobre um drama humano".

O filme teve a sua estreia europeia no Festival de Toronto, depois foi exibido em Londres, estará em França no Festival de Amiens em meados deste mês, seguindo depois para Cartago.

A semana passada, o filme "Virgem Margarida" foi exibido em Berlim, no âmbito do primeiro  Festival Lusófono organizado pela Berlinda.org, que até 17 de Novembro apresenta diferentes facetas da cultura lusófona, designadamente artes visuais, cinema e música.

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