Quinta, 02 de Outubro, 2014

Fiesp acredita em recuperação da indústria paulista no segundo semestre

Levantamento da entidade divulgado nesta terça-feira mostrou que o nível de atividade da indústria paulista recuou 0,3% em abril, na comparação com março.

São Paulo - São Paulo - O diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Francini, disse hoje (29) que o desempenho da indústria paulista deve melhorar no segundo semestre. Levantamento da entidade divulgado nesta terça-feira mostrou que o nível de atividade da indústria paulista recuou 0,3% em abril, na comparação com março.

Para Francini, a recuperação da indústria pode vir na segunda metade do ano caso seja mantida a política de redução da taxa de juros e também a diminuição do spread bancário – pontos que a Fiesp têm defendido perante o governo, conforme destacou o diretor.

“Está ocorrendo uma redução da taxa de juros que nós sempre enxergamos como sendo uma companheira da distorção da taxa de câmbio. A taxa de câmbio no patamar que está hoje é mais competitiva, mas é preciso que haja confiança de que aquele nível de câmbio veio para ficar, para criar confiança no comércio. Se veio para ficar, há um tempo para que as coisas se movam”, disse.

O nível de atividade de -0,3% em abril é uma medição já com ajuste sazonal. Sem ajuste, o Indicador de Nível de Atividade (INA) teve uma queda de 5,2% em abril ante março. Na comparação com abril do ano passado, também foi registrada queda (-5,1%). De janeiro a abril, o INA caiu 5,9% com relação ao mesmo período de 2011. No acumulado dos últimos 12 meses, a retração ficou em 2,2%. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) ficou em 80,9, em abril, enquanto em março foi 81,4. Em abril do ano passado, o Nuci foi 83,3.

Francini lembrou que, no início do ano, a Fiesp fez previsões de que a indústria não estaria tão bem este ano e, no decorrer dos meses, a previsão se confirmou. Para a indústria de transformação, a previsão era que o INA fechasse o ano em zero. “Não é mais. Hoje, nossa previsão é negativa. Para zerar o INA até o fim do ano, precisaríamos crescer, todos os meses, 1,3% na comparação com o mês anterior. Como nunca crescemos isso, dizemos que é impossível”, referiu.

Segundo os cálculos da Fiesp, o INA de 2012 deve ficar em dois pontos percentuais negativos.

O levantamento que mostra a expectativa da indústria quanto ao seu futuro ficou em 46,7 pontos para maio, o que indica queda por estar abaixo de 50. O mercado ficou em 47,4; vendas em 49; estoque em 39,5; emprego, 47,2; e investimentos, 50,5. “Em março, depois de muitos meses negativo, o Sensor voltou a ser positivo, o que nos fez pensar que viria uma bonança, mas vimos que isso era um ponto fora da curva e, logo, a expectativa voltou a ser negativa, como vemos em maio”, concluiu.

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